Ensaio de 18 de outubro reuniu especialistas do Hospital M�rio Covas, o Departamento Feminino, o Projeto Rapunzel Solid�ria e cinco mulheres homenageadas em uma noite marcada por informa��o, acolhimento e hist�rias de supera��o.

No �ltimo domingo, nosso ensaio geral ganhou um momento especial de conscientiza��o e solidariedade. Em meio � prepara��o para o Carnaval 2027, abrimos espa�o para conversar com a comunidade sobre o c�ncer de mama, a import�ncia do diagn�stico precoce e o cuidado com as pessoas que enfrentam a doen�a.
A a��o do Outubro Rosa reuniu em nossa quadra m�dicos do Hospital M�rio Covas, representantes da Rapunzel Solid�ria, integrantes do Departamento Feminino e mulheres que compartilharam suas hist�rias de enfrentamento ao c�ncer.
A programa��o foi marcada por orienta��es m�dicas, mensagens de incentivo ao autocuidado e uma homenagem a cinco mulheres da nossa comunidade que venceram a doen�a.
Mais uma vez, o Vai-Vai colocou sua capacidade de mobiliza��o a servi�o de uma causa importante para a sa�de e o bem-estar do nosso povo.
A iniciativa foi organizada pelo Departamento Feminino do Vai-Vai, sob a lideran�a de Laura Penteado, Renata Lopes e Marcela Mello, com a participa��o da ritmista Miriam Barros, integrante da Bateria Pegada de Macaco.
Durante a abertura, Laura Penteado reverenciou as mulheres de nossa comunidade, pedindo licen�a para quem chegou antes de n�s e deu abertura a essa a��o t�o relevante. Renata Lopes explicou que a a��o tinha como objetivo conscientizar as mulheres sobre a import�ncia do autocuidado e ampliar o alcance das mensagens do Outubro Rosa.
Marcela Mello tamb�m saudou a comunidade, apresentou os profissionais de sa�de convidados e agradeceu a participa��o dos m�dicos que prestigiaram a mobiliza��o.
A proposta foi aproveitar um momento de grande encontro da nossa comunidade para levar informa��es que muitas vezes ficam restritas aos consult�rios, hospitais e campanhas de sa�de.
Em nosso ensaio, essas orienta��es chegaram diretamente �s pessoas que fazem parte do cotidiano da escola, incluindo mulheres de diferentes gera��es, homens, familiares e componentes.
A participa��o do Departamento Feminino tamb�m refor�ou a import�ncia das mulheres na organiza��o de iniciativas que ampliam nossa atua��o comunit�ria e aproximam a escola de quest�es presentes na vida de seus integrantes.

Um dos principais momentos da noite foi a participa��o dos mastologistas Dr. Ivo Carelli Filho e Dra. Alessandra Nabarro, al�m do oncologista Dr. Samuel Chung e de outros 20 m�dicos do Hospital M�rio Covas presentes em nosso ensaio.
Convidados ao palco, os especialistas conversaram com o p�blico sobre o c�ncer de mama e a import�ncia de reconhecer altera��es suspeitas, procurar atendimento m�dico e realizar os exames indicados para cada situa��o.
O Dr. Ivo Carelli Filho destacou a relev�ncia do diagn�stico precoce e apresentou a Dra. Alessandra Nabarro, que dirigiu uma mensagem especialmente �s mulheres presentes.
A m�dica come�ou sua participa��o agradecendo o convite e ressaltando que a informa��o compartilhada naquele encontro deveria alcan�ar outras pessoas. ?Espero que cada um seja um agente multiplicador dessas informa��es que a gente est� passando hoje?, afirmou a especialista.
Sua fala refor�ou uma das principais mensagens da campanha: a conscientiza��o tamb�m depende de conversas entre familiares, amigos e pessoas da comunidade.
A Dra. Alessandra incentivou as mulheres a conhecerem o pr�prio corpo, prestarem aten��o �s altera��es nas mamas e procurarem orienta��o profissional. Tamb�m lembrou que os homens devem participar dessa conscientiza��o.
Outro tema abordado foi o direito ao acesso � mamografia a partir dos 40 anos, assunto importante para ampliar o conhecimento das mulheres sobre seus direitos e as possibilidades de acompanhamento da sa�de.
A presen�a dos especialistas permitiu que nossa comunidade recebesse orienta��es diretamente de profissionais que atuam no diagn�stico e no tratamento do c�ncer.

Diagn�stico precoce: por que a informa��o � t�o importante?
O c�ncer de mama est� entre os principais desafios da sa�de feminina no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de C�ncer (INCA), trata-se do tipo de c�ncer mais incidente entre as mulheres no pa�s, desconsiderando os tumores de pele n�o melanoma.
A detec��o precoce contribui para identificar a doen�a em est�gios iniciais, favorecendo tratamentos mais efetivos e, em muitos casos, menos agressivos.
Por isso, � fundamental conhecer os sinais que precisam ser investigados.
Entre as altera��es que merecem aten��o est�o:
Esses sinais n�o significam necessariamente a presen�a de c�ncer, mas devem ser avaliados por um profissional de sa�de.
O INCA orienta que as mulheres conhe�am suas mamas e observem o que � habitual em seu corpo. N�o � necess�rio seguir uma t�cnica r�gida de autoexame mensal, e a observa��o pessoal n�o substitui a avalia��o m�dica.
Em rela��o � mamografia, a recomenda��o priorit�ria do Minist�rio da Sa�de para o rastreamento de rotina no SUS � a realiza��o do exame a cada dois anos, entre os 50 e os 74 anos. Mulheres de 40 a 49 anos tamb�m podem ter acesso ao exame, mediante orienta��o profissional sobre seus benef�cios e riscos.
J� a presen�a de sintomas suspeitos exige investiga��o m�dica, independentemente da idade.
Embora menos frequente, o c�ncer de mama tamb�m pode atingir homens, o que refor�a a import�ncia de envolver toda a sociedade nas campanhas de conscientiza��o.
Ao trazer essas informa��es para o ensaio, buscamos contribuir para que cada pessoa possa cuidar melhor da pr�pria sa�de e compartilhar orienta��es confi�veis com quem est� ao seu redor.
Entre as participantes da homenagem, uma presen�a teve um significado especial para nossa escola: Miriam Barros, ritmista da Bateria Pegada de Macaco.
Sua trajet�ria j� havia sido compartilhada em nosso site durante o Outubro Rosa de 2023, quando contamos como o amor pelo Vai-Vai e o apoio dos amigos foram importantes durante o enfrentamento do c�ncer de mama.
Diagnosticada em julho de 2022, Miriam passou por quimioterapia, cirurgia e outras etapas do tratamento. Naquele per�odo, encontrou nos ensaios uma oportunidade de continuar participando da vida da escola, convivendo com os amigos e fazendo aquilo de que tanto gosta: tocar seu tamborim.
Na reportagem publicada em 2023, ela contou que, mesmo ap�s as sess�es de quimioterapia, procurava participar dos ensaios da bateria.
?Nos ensaios, eu encontrava vida, for�a e apoio?, declarou naquela ocasi�o.
Os companheiros de bateria tamb�m se mobilizaram para ajud�-la durante o tratamento, demonstrando a solidariedade presente nas rela��es constru�das dentro da nossa escola.
Tr�s anos depois, Miriam voltou a participar de uma a��o de Outubro Rosa em nossa quadra. Desta vez, com uma hist�ria de supera��o para compartilhar e uma mensagem de conscientiza��o dirigida a outras mulheres.
Durante sua participa��o no palco, Miriam agradeceu � nossa escola e ao Departamento Feminino pela oportunidade de abordar um assunto t�o importante diante da comunidade.
Sua fala ganhou ainda mais significado pela presen�a dos profissionais que participaram diretamente de seu tratamento.
Miriam fez quest�o de agradecer ao Dr. Ivo Carelli Filho, respons�vel por sua cirurgia, e ao Dr. Samuel Chung, oncologista que acompanhou seu tratamento quimioter�pico.
Ao reconhecer publicamente o trabalho dos m�dicos e das equipes de sa�de, Miriam trouxe para o centro da homenagem a import�ncia do cuidado profissional e dos v�nculos constru�dos durante o tratamento.
Tamb�m agradeceu � Rapunzel Solid�ria, iniciativa que conheceu durante esse per�odo e que contribui para o acolhimento de pessoas que enfrentam a perda dos cabelos.
Sua participa��o demonstrou como uma experi�ncia pessoal pode se transformar em incentivo para outras pessoas buscarem informa��o, acompanhamento m�dico e apoio.
Um dos momentos mais emocionantes da noite aconteceu quando Miriam Barros esteve no palco ao lado de Val�ria, Rosa Maria, Edleuza e Cleusa, mulheres da nossa comunidade que tamb�m enfrentaram o c�ncer e venceram a doen�a.
Diante de toda a comunidade Vai-Vai, celebramos suas vidas, sua coragem e o caminho percorrido durante o tratamento.
Cada uma dessas mulheres carrega uma experi�ncia particular, marcada por desafios que muitas vezes s�o conhecidos apenas por familiares, amigos pr�ximos e profissionais de sa�de.
Ao reuni-las no palco, nossa escola deu visibilidade a hist�rias que merecem ser reconhecidas e respeitadas.
Foi nesse momento que Miriam deixou uma das mensagens mais importantes do encontro:
?Previnam-se, cuidem-se, fa�am o autoexame, porque a doen�a, quando diagnosticada em est�gio inicial, tem chances de cura. E aqui est�o cinco mulheres da nossa comunidade como prova disso.?
A declara��o reuniu o sentimento da homenagem e o principal objetivo da campanha: incentivar outras mulheres a cuidar da sa�de e procurar orienta��o m�dica.
A presen�a das cinco homenageadas tamb�m representou uma mensagem de esperan�a para quem est� enfrentando a doen�a neste momento, sem deixar de reconhecer que cada diagn�stico e cada tratamento possuem caracter�sticas pr�prias.
As cinco foram homenageadas com flores, em um gesto simb�lico de reconhecimento �s suas trajet�rias, o nosso respeito e carinho por essas mulheres e por todas as pessoas que convivem com os desafios do c�ncer.
A programa��o tamb�m contou com a participa��o da Rapunzel Solid�ria, iniciativa dedicada ao acolhimento de pessoas que enfrentam o c�ncer e outras condi��es que provocam a perda dos cabelos.
Com a presen�a de Al� Rocha, o projeto levou � nossa quadra uma a��o voltada ao cuidado, � solidariedade e � valoriza��o da autoestima.
A Rapunzel Solid�ria recebe doa��es de cabelos e desenvolve um trabalho de produ��o e distribui��o gratuita de perucas, al�m de mobilizar volunt�rios e parceiros em iniciativas de apoio aos pacientes.
Durante a a��o, tamb�m foram valorizados gestos de cuidado como cortes de cabelo solid�rios, doa��es de len�os, maquiagens e outros acess�rios.
A perda dos cabelos durante o tratamento oncol�gico pode representar um desafio emocional importante. Para muitas pessoas, receber uma peruca ou ter acesso a itens que contribuam para o bem-estar significa recuperar parte da confian�a e da liberdade de escolher como desejam se apresentar.
O trabalho da associa��o procura oferecer esse acolhimento de maneira humanizada, respeitando as necessidades e a individualidade de cada pessoa.
A liga��o entre a Rapunzel Solid�ria e nossa comunidade tamb�m possui uma hist�ria.
Em outubro de 2023, a iniciativa j� havia participado de uma a��o em nossa escola, com a colabora��o de Miriam Barros e o envolvimento do Vai-Vai na arrecada��o de cabelos e outros itens destinados a pacientes.
O reencontro em 2026 refor�ou a continuidade dessa parceria e a import�ncia de manter vivas as a��es de solidariedade.
Conhe�a o trabalho da Rapunzel Solid�ria: https://rapunzelsolidaria.org.br/
O ensaio de Outubro Rosa trouxe � tona uma dimens�o muito importante da nossa hist�ria: os v�nculos que constru�mos entre as pessoas.
Ao longo de d�cadas, o Vai-Vai reuniu fam�lias, formou gera��es de sambistas e criou rela��es de amizade que permanecem presentes em diferentes momentos da vida.
Nossa quadra � um espa�o de conviv�ncia, de encontros e de pertencimento. � onde muitos componentes reencontram amigos, compartilham experi�ncias, celebram conquistas e encontram companhia nos per�odos mais dif�ceis.
A trajet�ria de Miriam Barros representa esse sentimento. Durante o tratamento, ela encontrou nos ensaios da Bateria Pegada de Macaco momentos de alegria e acolhimento. O carinho dos companheiros e a possibilidade de continuar participando das atividades da escola fizeram parte de sua experi�ncia de enfrentamento da doen�a.
Esse apoio comunit�rio tem um valor especial, embora n�o substitua os cuidados m�dicos, psicol�gicos e demais acompanhamentos necess�rios durante o tratamento.
Ao reunir profissionais de sa�de, volunt�rios e mulheres que enfrentaram o c�ncer, mostramos como a escola de samba pode contribuir para aproximar a informa��o das pessoas e fortalecer redes de solidariedade.
Nossa responsabilidade com a comunidade tamb�m se manifesta nesses encontros, quando a for�a da m�sica e a confian�a constru�da entre gera��es ajudam a abrir espa�o para conversas importantes.
A a��o do Outubro Rosa realizada em 18 de outubro deixou uma mensagem que deve permanecer presente durante todo o ano: cuidar da sa�de, buscar informa��o confi�vel e oferecer apoio a quem enfrenta o c�ncer s�o atitudes que precisam fazer parte da nossa rotina.
Agradecemos aos m�dicos Dr. Ivo Carelli Filho, Dra. Alessandra Nabarro e Dr. Samuel Chung, assim como aos demais profissionais do Hospital M�rio Covas que participaram da programa��o e contribu�ram para levar conhecimento � nossa comunidade.
Nosso reconhecimento � Rapunzel Solid�ria, � Al� Rocha e aos volunt�rios envolvidos no trabalho de acolhimento e valoriza��o da autoestima.
Agradecemos especialmente ao Departamento Feminino do Vai-Vai, representado por Laura Penteado, Renata Lopes e Marcela Mello, pela organiza��o e dedica��o � iniciativa e aos Departamentos amigos, Social, Cultural, Responsabilidade Social e a toda diretoria Executiva.
� nossa ritmista Miriam Barros, deixamos nosso carinho pela coragem de compartilhar sua hist�ria e contribuir para a conscientiza��o de outras mulheres. E �s homenageadas Val�ria, Rosa Maria, Edleuza e Cleusa, nossa admira��o por suas trajet�rias e pela mensagem de esperan�a que representam.
Que cada pessoa presente naquele ensaio leve consigo o compromisso de conversar sobre sa�de, incentivar o cuidado e acolher quem precisa.
Nossa escola � feita de gente, de hist�rias, de fam�lias e de la�os que atravessam gera��es. Juntas somos mais fortes, sem d�vida!
Que a for�a da nossa Saracura tamb�m esteja presente no cuidado com a vida.
Vai-Vai, a Escola do Povo!